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17/10/2010

Bond James Bond



A Fox Home Entertainment e a MGM reafirmam a parceria que dá à FOX o direito de comercializar DVDs dos filmes do catálogo do estudio do Leão. Reforçando essa parceria, já chegou às locadoras 20 filmes protagonizados pelo espião James Bond, totalmente remasterizados e com extras inéditos.

Composta por 20 DVDs duplos, a Coleção James Bond poderá ser adquirida separadamente ou em boxes com cinco títulos cada. A grande novidade, além dos extras, está na alta definição da imagem e som dos filmes, que foram digitalizados quadro a quadro, em uma temporada de trabalho que durou mais de dois anos e meio.

Para rechear os DVDs de extras, foi realizado um trabalho de compilação que resultou em um dossiê de extras que abrange cenas excluídas, fotos, comentários em áudio, testes de atores, entrevistas e documentários.

Os títulos da Coleção James Bond são:
007 contra o satânico dr. No (1962)
Dir. de Terence Young. Com Sean Connery e Ursula Andress

Moscou contra 007 (1963)
Dir. de Terence Young. Com Sean Connery e Daniela Bianchi

007 contra Goldfinger (1964)
Dir. de Guy Hamilton. Com Sean Connery e Honor Blackman

007 contra a chantagem atômica (1965)
Dir. de Terence Young. Com Sean Connery e Claudine Auger

Com 007 só se vive duas vezes (1967)
Dir. de Lewis Gilbert. Com Sean Connery e Akiko Wakabayashi

007 a serviço secreto de sua majestade (1969)
Dir. de Peter R. Hunt. Com George Lazenby e Diana Rigg
007 os diamantes são eternos (1971)
Dir. de Guy Hamilton. Com Sean Connery e Jill St. John

Com 007 viva e deixe morrer (1973)
Dir. de Guy Hamilton. Com Roger Moore e Yaphet Kotto

007 contra o homem com a pistola de ouro (1974)
Dir. de Guy Hamilton. Com Roger Moore, Christopher Lee e Britt Ekland

007 o espião que me amava (1977)
Dir. de Lewis Gilbert. Com Roger Moore e Barbara Bach

007 contra o foguete da morte (1979)
Dir. de Lewis Gilbert. Com Roger Moore e Lois Chiles

007 somente para seus olhos (1981)
Dir. de John Glen. Com Roger Moore e Carole Bouquet

007 contra Octopussy (1983)
Dir. de John Glen. Com Roger Moore e Maud Adams

007 na mira dos assassinos (1985)
Dir. de John Glen. Com Roger Moore, Christopher Walken e Tanya Roberts

007 marcado para morrer (1987)
Dir. de John Glen. Com Timothy Dalton e Maryam d'Abo

007 permissão para matar (1989)
Dir. de John Glen. Com Timothy Dalton e Carey Lowell

007 contra Goldeneye (1995)
Dir. de Martin Campbell. Com Pierce Brosnan, Sean Bean e Izabella Scorupco

007 o amanhã nunca morre (1997)
Dir. de Roger Spottiswoode. Com Pierce Brosnan, Jonathan Pryce e Michelle Yeoh

007 o mundo não é o bastante (1999)
Dir. de Michael Apted. Com Pierce Brosnan e Sophie Marceau

007 um novo dia para morrer (2002)
Dir. de Lee Tamahori. Com Pierce Brosnan e Halle Berry








13/10/2010

Night Black Crow



De 22 de outubro a 4 de novembro, acontece em São Paulo a tradicional Mostra Internacional de Cinema. Durante duas semanas, a 34ª Mostra Internacional de Cinema propicia que cinéfilos acompanhem mais de 400 títulos dos mais variados países e de diversas cinematografias que estarão sendo exibidos em mais de 20 espaços, entre cinemas, museus e centros culturais espalhados pela capital paulista. A seleção que dá um apanhado do que o cinema contemporâneo mundial está produzindo e quais as tendências, temáticas, narrativas e estéticas estão predominando ao redor do mundo. Mais informações

12/10/2010

HDR Video Demonstration Using



This video highlights several clips we've made using our new High Dynamic Range (HDR) process. Video is captured on two Canon 5D mark II DSLRs, each capturing the exact same subject via a beam splitter. The cameras are configured so that they record different exposure values, e.g., one camera is overexposed, the other underexposed. After the footage has been recorded, we use a variety of HDR processing tools to combine the video from the two cameras, yielding the clips you see above.

HDR Video provides filmmakers with many exciting new opportunities. Not only can HDR video create interesting effects, it can also allow for even exposure where artificial lighting is unavailable or impractical. For example, when a subject is backlit, one camera could be set to properly expose the subject, the other the sky, resulting in video with perfect exposure throughout.

We will continue to develop and improve the HDR video process for better results and efficiency. For more information, check out our website
sovietmontage.com
twitter.com/​sovietmontage
facebook.com/​sovietmontage

Music
Pyotr Ilyich Tchaikovsky
Opus 40, Number 9
Performed by Kevin MacLeod
Licensed Under Creative Commons "Attribution 3.0"

Você gosta de cinema?

A seguir as melhores faculdades e universidades que o ferecem o curso, segundo avaliação do MEC. Os Índices Gerais de Cursos das Instituições (IGC) tornam públicos os indicadores de qualidade de 2 mil instituições. A maioria – 884 – obteve nota 3, numa escala de 1 a 5 , o que 3 é considerado satisfatório. Entre as 206 instituições públicas, 151 tiveram notas iguais ou superiores a 3.

UNISINOS UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS - UNISINOS
UFJF UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA - UFJF
UFMG UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS - UFMG
UFSC UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA - UFSC
UFC UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ - UFC
UFF UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE - UFF

10/10/2010

Os Homens Que Não Amavam as Mulheres


Grande assunto em Hollywood foi a escalação de Rooney Mara para Lisbeth Salander, o papel principal de Os Homens Que Não Amavam as Mulheres. Mas Mara não terá um trabalho fácil. Sua antecessora no papel, a sueca Noomi Rapace, foi extremamente elogiada na primeira versão da história para os cinemas.
 
Rapace chegou até a ganhar o Oscar sueco pelo papel. E também foi sondada para participar da versão americana de Os Homens Que Não Amavam as Mulheres. Mas a própria já descartou. Não queria que fosse sempre associada à Lisbeth Salander.

Mas isso não quer dizer que Rapace não terá o sucesso que merece. A atriz de 30 anos está em Hollywood para discutir sua carreira internacional. 

Rapace fala inglês fluente e já assinou um contrato. É uma das promessas de Hollywood.

07/10/2010

Tropa de Elite 2

Ao sair da sessão de "Tropa de Elite 2" não pude evitar de pensar em alguns filmes.
O caminho escolhido pelos autores, desta vez, me pareceu próximo ao dos grandes filmes político-policiais italianos, como Elio Petri e Damiano Damiani, sobretudo, fizeram.
No policial italiano, quanto mais um crime é investigado, mais se sobe na hierarquia, mais se adensa o mistério: topa-se, no fim da linha, com a Máfia.
No novo "Tropa", o agora tenente-coronel Nascimento é elevado à categoria de subsecretário da Segurança Pública.
De certa forma, é encostado num gabinete.
Só que estamos falando, ainda, do velho Nascimento. De maneira que ele, dali, consegue mexer seus pauzinhos para controlar o tráfico.
O problema é que aí já não se trata mais com os renegados de Canudos, da Revolta da Vacina, com os pretinhos, pardos e mulatinhos que o Bope costumava arrebentar sem dó.
Não se trata mais dessa imensa população que o Brasil culto não entende, não quer entender e tem raiva de quem entende.
(Daí Euclydes da Cunha ser, a rigor, tão pouco lido e uma das frases mais desinteressantes do livro inteiro ter se tornado lugar-comum).
Agora são os que ou passaram daquela faixa para outra, tornando-se policiais, ou mesmo os beneficiários da corrupção endêmica no país.
Ou seja, isso que o coronel chama de "o sistema".
A polícia, corrupta, transforma-se nas Milícias e garante "a paz" nas favelas ao mesmo tempo em que pratica a extorsão livremente.
A mídia (representada por um programa de TV tipo Datena) adora isso e fatura em cima. O governador, que quer se reeleger, acha ótimo.
E assim vamos.
Mas Nascimento se mantém intacto e puro.
A pureza contra a política?
Bem, aí entra o outro filme que me veio à cabeça: "Arquitetura da Destruição".
Esse magnífico ensaio sustenta que Hitler não aspirava senão a criar um mundo de beleza, livre de impurezas como retardados mentais, ciganos e, claro, judeus.
Acho que isso pode ser um paradigma: o caminho do excesso, no caso, não leva à sabedoria, como dizia William Blake.
Leva ao desatino.
Então, penso, todo esse excessivo combate à instituição política que vemos em "Tropa" leva a quê?
Terror em Paulínia
Não sei dizer, com franqueza, se o que me assusta é o filme ou uma parte da população brasileira.
Essa parte que, na sessão em Paulínia, aplaudia em cena aberta no momento de um brutal espancamento.
Talvez o filme esteja certo e nossa política seja mesmo uma porcaria.
Mas eu me pergunto se vivemos num país de imaculada pureza dominado por um núcleo de desviantes corruptos ou coisa parecida.
O Congresso Nacional, por onde o filme passeia a horas tantas, não seria então representativo do que é o Brasil, do que somos nós?
Somos todos bons e os políticos são ruins? É isso, então? A idéia é consoladora, é verdade, mas é uma pena que não seja muito realista.
O filme sustenta, talvez com razão, que levará muitos anos para solucionarmos problemas como a corrupção, porque não é corrupção de uma pessoa, mas de um "o sistema".
O que é "o sistema"?
A idéia de impunidade está vinculada a ele, claro.
O cara que tem a arma na mão pode fazer o que quiser.
Ele é o começo e o fim das coisas.
Na verdade, não existe nenhuma diferença ontológica entre o Bope e os tiras corruptos das Milícias.
São duas faces da mesmíssima moeda. Ambos dispõem de um poder absoluto.
(Os políticos ficam, quase naturalmente, por trás de ambos, se equilibrando: o negócio deles são os votos.)
O fato de o Bope representar "o bem", "a pureza", não altera nada. Nunca se ouviu dizer que Stalin era desonesto (e tal seria: se dissesse alguma coisa, era eliminado no ato), mas fez o que fez e a coisa deu no que deu.
Nascimento é direito? Puro e duro? E daí? E se, com as armas e a corporação que tem na mão, ele não for direito?
Quem diz que o Bope é essa ilha de perfeição e pureza que o filme sustenta ser?
Isso não será apenas uma outra ficção?
Pela "Tropa"
Isso pode parecer que estou contra o filme, o que não é bem verdade.
Filmes como ele me parecem necessários por vários motivos, inclusive por olhar coisas que o filme brasileiro não costuma olhar, por um ângulo que costuma evitar.
Com isso, e com a ambiguidade que caracteriza, de maneiras diferentes, os dois filmes, algumas questões podem ser colocadas.
A primeira, mais urgente, é a da herança da tortura, ou seja do desmando do aparelho repressivo durante a ditadura.
O Brasil paga caro por isso em matéria moral.
Todo mundo fica em cima do cara que rouba umas galinhas, como se fosse o fim do mundo. Tudo bem. Não é certo.
Mas a carnificina que houve por aqui, a tortura, tudo isso é como se não tivesse existido.
Enquanto o Brasil não acertar contas com essa história (a Argentina fez, até o Chile fez) acho difícil derrotar "o sistema".
Enquanto não acertar as contas com Canudos, não compreenderá a si mesmo e os seus.
Fundamentalismo 
Só para terminar: o culto ao Bope e ao capitão Nascimento pode servir muito bem para catarse.
Mas não resolve nossos problemas.
Acho que foi o Simão, que vê tudo antes, quem falou que já estamos numa república em que os dirigentes são civis, mas obedecem aos religiosos.
Então,vamos parar de falar mal do Irã, de Israel.
A gente está igual.
Essa história em torno de aborto é  vergonhosa. Até Portugal, que é aquela coisa atrasada, já aceita. Até a Itália, com o Papa plantado lá dentro.
Só o Brasil... Bem, a catolicidade não se incomoda com a carnificina anual de mulheres (pobres, naturalmente) que fazem aborto e morrem ou sofrem problemas seríssimos.
A catolicidade (e acho que uma parte dos evangélicos também) se incomodam com os fetos, com os "puros" (com aqueles que certos padres e bispois tentarão transar, dali a uns anos, poderiam acrescentar).
Não acredito, francamente, que Dilma Rousseff deixou de ganhar no primeiro turno por conta disso. Mas o fato de estar no debate, como está, beira o assombroso.
Para resumir: há muitas coisas que, querendo ou não, "Tropa 2" tem a nos dizer. Não sei se o público quererá escutar.