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11/11/2010

Tiririca faz ditado hoje



Deputado federal eleito, o humorista Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), o palhaço Tiririca, deve passar nesta quinta-feira por teste de ditado e leitura de um texto simples para verificação da condição de seu alfabetizado. Ele já está no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo.

Segundo o juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Aloísio Sérgio Rezende Silveira, a medida servirá para que "o juízo possa analisar melhor a defesa apresentada pelo humorista na ação penal".

Tiririca foi acusado pelo Ministério Público de entregar à Justiça Eleitoral declarações falsas sobre sua alfabetização e bens.

A denúncia levou à abertura de uma ação penal sob a acusação da prática de falsidade ideológica contra o humorista, eleito deputado federal no último dia 3.

A perícia já apresentada no processo levanta a suspeita de que a declaração de alfabetização de Tiririca entregue à Justiça Eleitoral não foi redigida pelo humorista.

Silveira disse que na audiência o perito deverá pedir que Tiririca escreva um texto para a obtenção de material gráfico, para a eventual realização de novas perícias.

Em seguida, o magistrado pretende solicitar que o humorista aceite realizar um ditado com palavras simples.

Na última parte da audiência, o juiz pedirá que Tiririca faça a leitura de um texto de baixa complexidade.

Segundo Silveira, a audiência poderá ser decisiva, uma vez que antes do início da fase de depoimentos de testemunhas ele terá oportunidade de decidir pela absolvição sumária de Tiririca ou pela continuidade da causa.

O humorista apresentou defesa em que admitiu ter tido a ajuda da mulher para escrever a declaração de alfabetização entregue à Justiça Eleitoral.

Indagado sobre o tema, o juiz da 1ª Zona Eleitoral disse à Folha que só poderia falar sobre questões de forma do processo, mas não a respeito do conteúdo da defesa ou da acusação, pois a causa está sob segredo de Justiça.

Silveira então se limitou a explicar que a constatação do crime de falsidade ideológica depende do conteúdo da declaração, ou seja, se Tiririca é realmente alfabetizado, e não da forma como o documento foi produzido.

01/11/2010

Morto aos 60 anos



O ex-presidente da Argentina Néstor Kirchner (2003-2007), que morreu nesta quarta-feira após uma parada cardíaca, era considerado o político mais poderoso do país, e muitos asseguravam que ele estava por trás de cada uma das decisões da atual mandatária, a sua mulher Cristina Fernández de Kirchner. 

O político, que havia exercido o cargo de governador na Província produtora de petróleo de Santa Cruz, na Patagônia, chegou à Presidência da Argentina em 2003, depois que o ex-presidente Carlos Menem desistiu de sua candidatura. Kirchner assumiu com baixa popularidade e escasso poder político em nível nacional. Rapidamente, porém, conseguiu o apoio de muitos argentinos e construiu uma ampla rede de poder. 

Foi o responsável por liderar a recuperação da Argentina da crise de 2001-02, a pior de sua história, promovendo um forte crescimento econômico. Devido a isso, muitos argentinos o veem como um presidente que lutou contra a pobreza e o desemprego. À frente da Argentina, o ex-presidente costumava fazer discursos inflamados de retórica esquerdista e críticas abertas a rivais políticos, empresas privadas e ao Fundo Monetário Internacional. Patrocinou ainda uma política de direitos humanos que buscou pôr atrás das grades os repressores da ditadura militar. 

Ao terminar seu mandato, em 2007, decidiu estrategicamente ceder a candidatura presidencial governista à sua mulher, a quem havia conhecido na faculdade de Direito da Universidade de La Plata (cerca de 60 km ao sul da capital, Buenos Aires) nos turbulentos anos 1970. Cristina ganhou as eleições com mais de 50% dos votos. Mas sua popularidade começou a se deteriorar apenas alguns meses depois de chegar ao poder, em meio a um prolongado conflito com o setor agrícola, o que arrastou também a imagem de Kirchner.
Em seus governos, Kirchner e sua mulher aumentaram o controle do Estado sobre a economia, intervindo nos mercados financeiros e no setor agrícola e mantendo controles de preços que, segundo analistas, afastaram investimentos no setor de energia. Nos últimos meses, o chamado "casal presidencial" começou a recuperar posições nas pesquisas de intenção de voto, e Kirchner era apontado como o candidato do governo para as eleições presidenciais de 2011. 

PARADA CARDÍACA
 
Kirchner morreu na manhã desta quarta-feira depois de ser internado com urgência por problemas cardíacos em um hospital de El Calafate, na Província de Santa Cruz. De acordo com o jornal argentino "Clarín", Kirchner foi internado pela manhã no hospital José Formenti, acompanhado da mulher, a atual presidente da Argentina, Cristina Kirchner, e morreu pouco antes das 10h (11h no horário de Brasília). 

Néstor governou a Argentina de 2003 a 2007 e exercia três cargos simultaneamente. Além do posto como secretário-geral da Unasul (União das Nações Sul-Americanas), era deputado federal e dirigia o PJ (Partido Justicialista). Segundo a imprensa local, Kirchner sofreu uma parada cardiorrespiratória com morte súbita. A TV estatal já confirmou a informação. O ex-presidente e sua mulher estavam desde o último final de semana em sua casa em El Calafate, na região da Patagônia. 

CIRURGIAS
 
Ainda em setembro deste ano, Néstor Kirchner passou por uma angioplastia nas artérias coronárias.
Durante a cirurgia, os médicos implantaram um stent [pequena prótese em formato de mola] para impedir o fechamento de uma artéria coronária que se encontrava obstruída. Em fevereiro, Néstor já havia sido submetido a um cateterismo após um problema na artéria carótida direita. 

Néstor era considerado o político mais poderoso do país, com grande poder de influência no governo de sua mulher, e era também um dos principais pré-candidatos à Presidência para as eleições de outubro de 2011.
Em fevereiro, foi submetido com urgência a uma cirurgia de alta complexidade devido à obstrução da artéria carótida, no hospital de Los Arcos. Nos últimos meses, o ex-presidente aparentava estar mais gordo e falava com maior lentidão em discursos públicos. 

Ele sofreu diversos problemas de saúde nos últimos anos. Em 2004, quando ainda estava no poder, teve uma disfunção gástrica devido a uma irritação intestinal, e em 2006 sofreu um desmaio também na cidade de El Calafate, onde morreu nesta quarta-feira. 

REPERCUSSÃO NA ARGENTINA
 
O vice-presidente da Argentina e adversário político da presidente Cristina Kirchner, Julio Cobos, manifestou seu pesar pela morte do ex-mandatário. "Este homem impactou a vida política argentina. Esperamos que superemos esta situação da melhor maneira", afirmou Cobos, que também é titular do Senado, em entrevista ao canal de televisão TN. Ele disse que "seguramente" o enterro ocorrerá no Congresso. "Meus colaboradores estão tentando se comunicar com o pessoal do Executivo neste momento tão complicado", informou o vice-presidente. 

Cobos foi expulso do partido União Cívica Radical (UCR) quando decidiu fazer parte da chapa de Cristina, em 2007. Porém, um ano depois, ele se tornou um dos principais opositores do governo ao votar contra um projeto de lei que aumentaria impostos ao setor agropecuário. A líder do movimento Avós da Praça de Maio, Estela de Carlotto, disse que Kirchner "deu sua vida pelo país". "Nosso país necessitava tanto desse homem. Ele era indispensável", afirmou À rádio Continental. Eric Calcagno, senador pela Província de Buenos Aires, afirmou em seu Twitter (@EricCalcagno): "Consternado pela notícia. O país sofre a maior perda desde o início da democracia. Não tenho palavras".

24/10/2010

Tiririca para presidente


O promotor Maurício Lopes finalmente conseguiu o endosso da Justiça paulista para proteger a imagem da Casa do Espanto: o humorista Tiririca, deputado federal eleito pelo PR de São Paulo, só poderá instalar-se num gabinete da Câmara se provar que não é analfabeto. Num dia qualquer de novembro, diante do juiz, do promotor e do seu advogado, Tiririca terá de escrever um ditado e ler em voz alta um trecho da Constituição. Se não fizer bonito no teste de escrita e leitura, mais de 1,3 milhão de eleitores ficarão sem representante no Congresso.

A exigência confirma que o País do Futebol valoriza o secundário tão aplicadamente quanto ignora o essencial. Se as arquibancadas do Maracanã descobrirem que o juiz é ladrão, será imediatamente instituída e aplicada a pena de morte na forca. Mas Erenice Guerra continua frequentando sem sobressaltos o supermercado da esquina. Se a camisa 10 da Seleção for entregue a um jogador bisonho, não escaparão do linchamento o técnico do time, o presidente da CBF e o escalado. Mas Lula pode contar com o apoio de milhões de brasileiros para entregar a Dilma Rousseff a faixa presidencial.

Incoerente vocacional, o país que acha muito justo o vestibular imposto a Tiririca é governado há oito anos por um sessentão que jamais leu um livro, não sabe escrever, orgulha-se da formação indigente, recusa-se a estudar e zomba de quem possui diplomas de cursos estrangeiros. O humorista inofensivo está na mira da Justiça eleitoral por ser suspeito do que o presidente sabidamente é. O suposto analfabetismo de Tiririca tem animado milhares de conversas de botequim — sem que o dono ache necessário avisar a Polícia Federal. A comprovada ignorância de Lula não deve ser comentada sequer aos sussurros.

É coisa de preconceituoso, reagem as Marilenas Chauís. Um enviado da Divina Providência já nasce professor de tudo mesmo que seja um analfabeto funcional juramentado, ensinam os Antonios Cândidos. Como o Mestre é inimputável, todos fingem ignorar o que sabe até o neurônio solitário de Dilma Rousseff: submetido ao mesmo exame de leitura e escrita, avaliado por educadores honestos, o animador de comício estaria condenado ao naufrágio.

Os dois únicos manuscritos produzidos nos últimos 20 anos informam que o maior governante desde as caravelas não sobreviveria ao teste do ditado. O que Lula tem feito durante a campanha eleitoral confirma que nunca leu sequer uma linha da Constituição. Tiririca teria chances maiores sobretudo na prova oral. Além da selva de expressões em juridiquês castiço, Lula enfrentaria a selva de algarismos romanos plantados à frente dos incisos. Provavelmente enxergaria no VI, por exemplo, um derivado do verbo ver.

O erro de Tiririca foi disputar um lugar no Congresso. Se fosse eleito presidente da República, bastaria invocar o precedente de Lula para poupar-se de incômodos. Neste outubro, liberado de exames em tribunais, estaria preparando a festa do dia da posse. Ou, quem sabe, escrevendo o prefácio do próximo livro do companheiro Aloísio Mercadante.

20/10/2010

Cães de guarda do Sarney

19/10/2010

Grupo de Erenice Guerra agia em outros órgãos do governo


O esquema de tráfico de influência comandado pelo filho da ex-ministra Erenice Guerra usava não apenas a estrutura da Casa Civil mas também a de pelo menos outros dois órgãos da Presidência da República: a SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos) e o GSI (Gabinete de Segurança Institucional).

Computadores e funcionários dessas outras duas repartições foram utilizados pelo grupo de amigos de Israel Guerra, filho de Erenice que era peça central do contato de empresários com negócios do governo-cobrando uma "taxa de sucesso" pelo tráfico de influência.



Esses novos braços do tráfico de influência foram identificados pela sindicância interna do Planalto que investiga a participação de servidores no esquema de tráfico de influência no órgão e cuja investigação corre em sigilo.

A comissão descobriu que o computador que era utilizado por Gabriel Laender na SAE foi acessado várias vezes com a senha de Vinícius Castro, ex-assessor da Casa Civil e sócio de um filho de Erenice na Capital, empresa da família Guerra que intermediava negócios com o governo.

Questionada sobre as motivações para levar Gabriel Laender para o governo federal, a ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff disse que não o conhecia e passou a responsabilidade para Erenice Guerra, que era a número dois da pasta."A ministra Dilma Rousseff não conhece o referido servidor e as nomeações de DAS 102.4 [cargo de Laender] são de responsabilidade da Secretaria Executiva da Casa Civil", afirmou, por meio de sua assessoria.

18/10/2010

Marina fica em cima do muro



Marina oficializa neutralidade para o segundo turno

É oficial: Marina Silva (PV) optou pela neutralidade no segundo turno. O posicionamento foi confirmado na tarde deste domingo (17/10), durante uma votação simbólica realizada em convenção do partido. Dos cerca de 170 votantes, apenas quatro declararam apoio a Dilma Rousseff (PT) ou José Serra (PSDB). A informação é do jornal Folha de S.Paulo.

Fernando Gabeira, candidato derrotado ao governo do Rio que contou com o apoio do PSDB no primeiro turno, também preferiu a neutralidade. a posição, no entanto, não se trata de uma restrição. Os filiados estão liberados para aderir às campanhas da petista ou do tucano.

Segundo Marina, "o fato de não ter optado por um alinhamento neste momento não significa neutralidade quanto aos rumos desta campanha". Ela aproveitou a ocasião para ler uma carta aberta com críticas. Para ela, a disputa entre PSDB e PT é uma “dualidade destrutiva”. Os dois partidos, disse, pregam a "mútua aniquilação" na disputa entre Dilma e Serra.

Quanto à pauta religiosa nessa fase da disputa, Marina, que é evangélica, disse que não usa sua fé como arma eleitoral. A agressividade do seu confronto pelo poder sufoca a construção de uma política de paz", declarou. A ex-presidenciável conquistou o terceiro lugar no pleito, obtendo 19,6 milhões de votos.

15/10/2010

Quem criou o Bolsa Família?


Quem criou o Bolsa Família, maior cabo eleitoral do PT em geral e de Lula em particular? 

De olho nas eleições, o PSDB lançou uma cartilha assumindo a paternidade dos programas de transferência de renda --bolsa escola, por exemplo-- que deram origem ao Bolsa Família. Meia verdade. Ou, se preferirem, meia mentira. 

Foi, de fato, na gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso que se ampliaram os programas de renda mínima --uma ideia empunhada solitariamente, por muito tempo, pelo senador Eduardo Suplicy. Naquela época, aliás, o PT chamava bolsa-escola de bolsa-esmola. 

Mas a verdade é que os programas de renda mínima tem dois autores. O então governador de Brasília, Cristovam Buarque, e o falecido prefeito de Campinas, Roberto Magalhães Teixeira. 

Foi o Cristovam Buarque, porém, que atrelou com mais força a bolsa à permanência da criança na escola --sei disso porque eu apresentei o prefeito de Campinas ao então governador de Brasília. Esse modelo foi replicado à saúde, com o vale-alimentação. 

De Brasília, a ideia teve a adesão do UNICEF e UNESCO, entusiasmando todo o país. Coube, então, ao então ministro da Educação, Paulo Renato Souza, dar-lhe escala nacional. Isso graças ao Programa de Combate da Pobreza, criado por Antonio Carlos Magalhães, ex-governador da Bahia. 

Pouca gente sabe que, durante a tramitação do Fundo de Combate à Pobreza no Congresso- base para ampliação do bolsa-escola --o PT foi contra. 

A verdade, porém, é que foi Lula quem unificou todas aquelas bolsas, ampliando expressivamente seu alcance.

Curiosamente, com os novos tempos, Lula se tornou inimigo de Cristovam Buarque, o principal personagem da ideia que lhe deu tanta popularidade. Fala-se que o presidente teria decidido atrapalhar ao máximo os projetos eleitorais de seu ex-ministro da Educação. 

Autor: Gilberto Dimenstein, 54 anos, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha.  

O Lulismo no Poder


Em "O Lulismo no Poder", o jornalista e colunista de política do jornal "O Globo" Merval Pereira reúne uma seleção de artigos publicados no jornal nos últimos anos, que traçam um panorama do governo Lula desde sua primeira campanha presidencial vitoriosa em 2002 até os primeiros meses deste ano. Mais informações.

12/10/2010

Honoráveis Bandidos - Um Retrato do Brasil na Era Sarney

Neste livro finalista do prêmio Jabuti 2010 na categoria reportagem, um dos jornalistas mais respeitados do país conta os bastidores do surgimento, enriquecimento e tomada do poder regional pela família Sarney. Do Maranhão ao Senado, o livro mostra os cenários e histórias protagonizadas pelo patriarca que virou presidente da República por acidente, transformou o Maranhão no quintal de sua casa e beneficiou amigos e parentes.

Com 50 anos de vida pública, o político mais antigo em atividade no país enfrenta escândalos e a opinião pública. É a partir daí que o livro puxa o fio da meada, utilizando as ferramentas do bom jornalismo investigativo. Sempre com muito bom humor, o jornalista faz um retrato do Brasil na era Sarney, os mandos e desmandos do senador e seus filhos, no Maranhão e no Congresso Nacional. 

11/10/2010

Quem dá mais?

E quem disse que política não é um negócio lucrativo? Políticos do PT são os que ficam mais ricos a cada eleição. Essa é uma das constatações feitas pelo jornalista Fernando Rodrigues em seu livro. Mais detalhes.

09/10/2010

Quem Marina apóia no segundo turno?


A senadora e candidata derrotada do PV à Presidência da República, Marina Silva, apresentou nesta sexta-feira, 8, as propostas do PV para negociar apoio aos candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) no segundo turno. O documento (leia na íntegra), que ainda poderá ser modificado pela convenção partidária que acontece no próximo dia 17, contém dez pontos que o partido e a senadora consideram prioritários para o País. 

Em coletiva de imprensa concedida em São Paulo, Marina explicou que as propostas serão a base para debater o possível apoio aos dois candidatos. De acordo com a senadora, a adesão ao documento por Dilma e Serra será um dos elemento do processo decisório, mas não o único. Além da convenção do PV, o grupo de Marina pretende ainda ouvir o Movimento Marina Silva e setores da sociedade civil. Uma reunião da direção nacional do partido no próximo dia 13 deverá encaminhar o encontro do dia 17, quando será tomada uma decisão à favor de um dos candidatos ou de neutralidade na disputa.

Divergências. Marina voltou a admitir que pode eventualmente ter uma posição divergente do partido. “O que está previsto é que todos têm o direito de manifestar sua opinião”, afirmou Marina. Também participaram da coletiva o vereador carioca Alfredo Sirkis, que coordenou a campanha de Marina, o presidente nacional do PV, José Luiz Penna, e o candidato derrotado ao governo de São Paulo do partido, Fábio Feldmann.
Como havia feito durante a campanha, a senadora voltou a discutir a ascensão de figuras femininas na política. “O Brasil está preparado a ter uma mulher na presidência. Cabe a quem está na disputa como mulher conquistar o eleitor”, disse Marina.

Tanto a senadora quanto os membros da direção nacional do partido negaram que haja qualquer negociação sobre cargos e mostraram irritação com a insistência dos repórteres sobre o assunto. “Quando a gente coloca a discussão programática à frente, a gente faz algo diferente do que tradicionalmente se faz na política brasileira”, disse Sirkis. Ele afirmou ainda que a imprensa vive criticando as práticas de fisiologismo, mas não consegue conceber alguém que faça algo diferente.

Veja resumo dos dez temas prioritários para Marina e o PV, segundo o documento “Agenda por um Brasil Justo e Sustentável”:

1. Transparência e ética - o documento defende a não instituição de tutela ou controle sobre a liberdade de imprensa e a transparência das informações sobre execução orçamentária do governo federal

2. Reforma eleitoral – adoção do voto distrital misto; lista cívica e financiamento público de campanhas

3. Educação para a sociedade do conhecimento – elevação do investimento para 7% do PIB, buscando universalizar o acesso à pré-escola e à creche; eliminação do analfabetismo; valorização dos professores; e criação do Sistema Nacional de Educação

4. Segurança pública – subsídio à educação de jovens em situação de risco; valorização salarial de policiais;  reforma do modelo policial

5. Mucanças climáticas, energia e infraestrutura – agência reguladora para a Política Nacional de Mudanças Climáticas; publicação de estimativas de gases estufas; tornar lei metas de redução de gases estufas; aumento da participação das energias renováveis na matriz energéticas; fim de leilões para termoelétricas movidas a diesel ou carvão mineral; supressão do IPI sobre veículos elétricos e híbridos; moratória de novas usinas nucleares; criação do Sistema Nacional de Prevenção e Alerta sobre Desastres Naturais; universalização da banda larga

6. Seguridade social: saúde, assistência social e previdência – 10% do orçamento federal par a a saúde; Programa Saúde da Família (PSF) para 80% da população; carreira para os integrantes do PSF; aumento para 75% dos domicílios  com acesso à rede esgoto e pelo menos 50% com tratamento do esgoto coletado; rastreamento de transgênciso; programas sociais de terceira geração

7. Proteção dos biomas brasileiros - desmatamento zero de vegetação nativa primária e secundária; veto a alterção do Código Florestal que reduza áreas de reserva legal; incluir 10% dos biomas em unidades de conservação; Plano Nacional para Agricultura Sustentável

8. Gasto público de custeio e Reforma Tributária – limitação da expansão dos gastos de custeio à metade do crescimento do PIB; proposta de reforma tributária em seis meses de governo; revisão da tributação de acordo com impacto sobre o meio ambiente; reducação dos cargos comissionados

9. Política externa - política externa orientada pela promoção da paz, liberdade, democracia e respeito aos direitos humanos

10. Fortalecimento da diversidade socioambiental e cultural – conclusão da demarcação e homologação das terras indígenas e criação de fundo para apoiar indígenas; implementação do Sistema Nacional de Cultura; combate a discriminação racial, sexual e religiosa

08/10/2010

Chinês em cana

Ativista chinês está incomunicável e não sabe que ganhou Nobel da Paz, dizem advogados - leia mais.

A mulher de Liu Xiaobo, Liu Xia, estava acompanhada de policiais em sua casa quando soube que seu marido havia ganhado o Prêmio Nobel da Paz. A notícia veio pelo celular, no qual ela escutou o anúncio da premiação que era assistido por um amigo. Liu Xia não fala inglês, mas identificou o nome "Liu Xiaobo" no que escutava, apesar da péssima pronúncia chinesa do presidente do Comitê Nobel Norueguês, Thorbjorn Jagland.

"Eu ouvi Li Xiaobo, mas não podia acreditar que ele havia realmente ganhado o prêmio", disse uma eufórica Liu Xia por telefone ao Estado logo depois da premiação. Ela disse só ter se convencido quando seu irmão ligou dando a notícia.

Ontem não estava claro se o dissidente já havia sido informado de sua escolha. Segundo Liu Xia, eles não podem falar ao telefone e se encontram apenas uma vez por mês. Quando deu a entrevista ao Estado, ela estava arrumando as malas para ser levada à província de Liaoning, onde Liu Xiaobo está preso.

Liu Xia acredita que o Nobel da Paz irá "definitivamente" exercer pressão pela libertação de seu marido, condenado a 11 anos de prisão em dezembro de 2009. Mas o advogado do dissidente, Shang Baojun, não estava tão confiante. "Eu espero que ele seja libertado antes por causa do prêmio, mas na realidade isso não vai acontecer."

Logo depois do anúncio, a Anistia Internacional pediu a libertação de Liu e de todos os "presos de consciência" da China. "O prêmio só pode fazer diferença real se levar a uma maior pressão internacional pela libertação de Liu e de outros inúmeros prisioneiros de consciência que estão definhando nas prisões chinesas por terem exercido seu direito de liberdade de expressão", afirmou Catherine Baber, vice-diretora da Anistia Internacional para Ásia-Pacífico.

A Human Rights Watch também reiterou o apelo pela libertação de Liu Xiaobo e afirmou que sua prisão e posterior condenação tiveram motivação política e não atenderam a requisitos mínimos de justiça e as regras do devido processo legal.

Liu Xia disse que ainda não sabe quem receberá o prêmio, que inclui a entrega de US$ 1,5 milhão ao vencedor. "Vamos ver isso depois."

Bloqueio total. A máquina da censura chinesa saiu a campo ontem para tentar impedir que os cidadãos do país tivessem acesso a informações sobre a entrega do Prêmio Nobel da Paz a Liu Xiaobo, que não foi divulgada pela imprensa do país. Logo depois da premiação, tornou-se impossível enviar mensagens de celular e e-mails que contivessem as palavras "Liu Xiaobo" ou "Prêmio Nobel da Paz" - em chinês ou inglês.

Fóruns online criados para discutir o assunto eram deletados em uma corrida de gato e rato entre os internautas e os milhares de censores empregados por Pequim. Buscas com o nome do dissidente traziam como resultado a mensagem de que a página não pôde ser aberta. Pesquisas com "Prêmio Nobel da Paz" retornavam com uma lista de links, mas era impossível abri-los. Mas os censores demoraram. A CNN e a BBC só foram cortadas quatro minutos depois do discurso do presidente do Comitê Nobel Norueguês, Thorbjorn Jagland, que anunciou a premiação de Liu.

Lula e Dilma amam literatura

Mario Vargas Llosa fatura o Nobel

Quase 30 anos depois da premiação de Gabriel García Márquez, o Nobel finalmente consagra outro autor latino-americano à sua altura, de forma mais que merecida. Mas, diferentemente do que aconteceu com o colombiano, cujo engajamento só fez reforçar a sua projeção como escritor, a dedicação cada vez maior de Mario Vargas Llosa à política parece ter deixado um pouco na sombra a sua obra ficcional.
O anúncio do Nobel coincide com o lançamento no Brasil do livro ‘Sabres e utopias’, uma reunião de artigos sobre política, direitos humanos, História e literatura (editora Objetiva, 432 pgs. R$ 49,90).  O volume inclui, aliás, resenhas de diversos romances de García Márquez, além de textos inspirados sobre Jorge Amado e Euclides da Cunha – inspirador do romance de Vargas Llosa ‘A guerra do fim do mundo’, sobre Canudos.

Mas os artigos mais interessantes acabam mesmo sendo aqueles que comentam a política da América Latina, historicamente marcada pelo combate entre a democracia e a liberdade e os podres poderes de ridículos tiranos. Independente, Vargas Llosa não usa meias-palavras, fazendo duras críticas, por exemplo, à política externa do Governo Lula, no texto ‘O socialismo do século XXI’. Leia mais.

07/10/2010

A estante do Lula



A Estante Circular foi criada pelo designer David Garcia para guardar os livros do Presidente. Suporta 500kg desse lixo e sua principal função é servir de cama. Afinal, tem alguma coisa melhor do que a leitura para acabar com a insônia? Como se não bastasse, ela ainda pode ser movida com facilidade de um lado pro outro, até mesmo por um bêbado.

03/10/2010

Petistas ficam mais ricos a cada eleição


E quem disse que política não é um negócio lucrativo? Políticos do PT são os que ficam mais ricos a cada eleição. Essa é uma das constatações feitas pelo jornalista Fernando Rodrigues em seu livro. Mais detalhes.