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22/10/2010
Ton tuc tec pan
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Internéscio Silva
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04:39
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13/10/2010
O que é jazz?
Vários especialistas escrevem e vendem milhares de livros tentando nos dizer o que é o jazz. Quase sempre, no início dessas obras, assumem uma traiçoeira imagem de humildade repetindo as palavras de Louis Armstrong: ‘se você precisa perguntar o que é jazz, então você nunca vai saber’. Mas, aos poucos, esses especialistas não se agüentam e começam a escrever uma série de bobagens. Uma delas, bastante comum nos manuais, é ridicularizar as opiniões dos próprios músicos de jazz sobre o que seja jazz – ora, se as pessoas que fazem jazz não sabem o que tocam, como um especialista teórico em jazz vai saber? Jo Jones, grande baterista e arremessador de pratos, dizia que jazz é ‘tocar o que se sente’. Para o sempre amistoso Miles Davis ‘jazz é uma palavra crioula que os brancos despejaram sobre os negros’. Depois da sessão de humildade e das citações, os teóricos partem para a construção de imensos sistemas axiomáticos, cuja finalidade é comprovar que o jazz pode ser traduzido em palavras, partituras e gráficos. A grande maioria desses sistemas não passa de um giro retórico, repleto de notas de rodapé, quase sempre financiados por alguma universidade (aquele local onde se aprende a não dizer nada em vários volumes). As falácias são quase sempre as mesmas: que o jazz nasceu em New Orleans; que nasceu por volta de 1900; que foi criado pela mistura de uma multiplicidade de estilos anteriores, entre eles as work songs, os field rollers, os spirituals, o blues e o ragtime; que é caracterizado por um ritmo complexo e ‘propulsivo’ de origem africana; que é caracterizado por conjuntos que tocam na base da improvisação coletiva, com solos virtuosos e liberdade melódica, quase sempre com referência à harmonia européia ligeira ou, dependendo da época, profundamente modificada.
Ou seja, não chegam a lugar algum. O que me parece realmente significativo no jazz é o elemento sociológico, elemento que raramente é tratado – melhor seria dizer enfrentado – pelos críticos: quantos dos amigos navegantes sabem qual o número de judeus mortos no holocausto nazista? Creio que um bom percentual de leitores responderá 6 ou por volta de 6 milhões. E não me venha com aquela estória de que faltou orégano que o assunto aqui é sério. O mundo todo chorou esse crime, Hollywood promoveu muito esse choro, todos fizeram alarde, seja por um sentimento de indignação sincero, seja por interesse diverso ou escuso. O que quase ninguém chorou, o que ninguém denunciou devidamente, é que o número total de escravos importados da África não é conhecido exatamente. O que se sabe é que 900 mil foram trazidos para a América no século XVI; aproximadamente 3 milhões no século XVII; mais 7 milhões no século XVIII e 4 milhões no século XIX. Para cada um desses escravos que chegavam vivos em seus cativeiros, cerca de 5 eram mortos durante as capturas ou em alto mar. Ou seja, o comércio de escravos significou a eliminação de 60 milhões de africanos. Bem mais que os 6 milhões de judeus. E esses dados são fruto de pesquisas sérias (veja, por exemplo: The Black Triangle, de Armet Francis ou The Black Holocauste For Beginners, de S. E. Anderson).
A questão crucial então, como sempre salientou Miles Davis, é dizer que o jazz é o fruto musical de uma imensa revolta de 15 milhões de escravos, de 15 milhões de pessoas negras lamentando sua dor. O jazz nasceu como um código musical que procurava unir um povo dizimado, humilhado, seviciado, explorado e, após a abolição, abandonado por seu donos. Um povo que, apesar de tudo, precisava dançar, sorrir, relaxar, amar, experimentar e criar. O jazz é isso: é o que Jackie McLean e seus amigos Bill Hardman (t), Mal Waldron (p), Paul Chambers e Philly Joe Jones (d) fazem no álbum Jackie’s Pal, gravado em 31 de agosto de 1956 para a Prestige. Oxalá!
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Paula Nadler
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16:53
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10/10/2010
Caro Emerald
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Internéscio Silva
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12:20
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06/10/2010
Caetano grava DVD e comenta as eleições
RIO - Era para "Zii e zie" ter se despedido do público em agosto passado, em Helsinque, na Finlândia, onde Caetano Veloso fechou a sua turnê internacional. Mas, graças à insistência do filho Zeca, os cariocas ganharam uma última dose do show, hoje, no Vivo Rio - às 22h, com pista a preço popular, R$ 20 -, o local onde o repertório do CD homônimo começou a nascer, há dois anos e meio, durante a temporada "Obra em progresso".
- Zeca tinha assistido ao show de lançamento do disco, aqui no Rio, e gostado. Mas ele realmente se empolgou ao rever "Zii e zie", já no fim, em Portugal e na Finlândia, quando insistiu que eu deveria gravar um DVD - conta Caetano, no escritório de Paula Lavigne, mãe de Zeca e Tom e administradora com mão de ferro de sua carreira, explicando que concordou desde que o filho se mexesse para viabilizar o projeto.
"Querer que a imprensa seja mais pró-governo e não seja crítica do governo, isso sim seria golpismo. A pior coisa que há é a imprensa toda a favor do poder estabelecido"
O garoto foi à luta, também convenceu a mãe - patrocinadora da produção, que depois será lançada pela gravadora Universal e negociada para exibição na MTV ou no Multishow -, e agora acompanha passo a passo a gestação do projeto. Tanto Paula quanto Caetano asseguram que a recepção ao show foi muito mais calorosa fora do Brasil, lotando teatros na América do Sul e em diferentes países da Europa. Turbinados por essa resposta, Caetano e a Banda Cê - Pedro Sá (guitarra), Ricardo Dias Gomes (baixo e teclados) e Marcelo Callado (bateria) - voltam para o registro em DVD, fechando um ciclo.
- Em disco, prefiro "Cê", mas, no palco, "Zii e zie" rendeu melhor, gosto do repertório, misturando as músicas do CD com canções antigas, tropicalistas, do período de Londres... - diz Caetano, adiantando também que pretende completar uma trilogia com o jovem grupo de formação roqueira que o acompanha desde 2006, quando "Cê" foi gravado e chegou às lojas. - Mas ainda não tenho ideia de como será esse disco. Como aconteceu com os dois CDs anteriores, deverei começar a fazer as músicas em Salvador, durante o verão. Já tenho uma vaga ideia do que quero. É para soar mais radicalmente ainda Banda Cê.
Agora, no entanto, cabeças e corações estão concentrados para a derradeira noite de "Zii e zie", cujo DVD terá direção geral do cenógrafo Hélio Eichbauer, com captação de imagem nas mãos de Fernando Young e de som a cargo do filho mais velho de Caetano, Moreno. Eichbauer não é diretor de DVD ou cinema, mas tem visão estética abrangente e rigorosa, casada à do cantor - com quem vem trabalhando desde a capa e o cenário do disco e do show "Estrangeiro" (1989) -, e reconfirmada na funcional e bela solução cênica para "Zii e zie": uma asa-delta em meio aos músicos na qual são projetados vídeos. Caetano promete não quebrar a sequência do roteiro - o que virou uma das piores pragas das gravações de DVDs - e, se necessário, só irá repetir canções após o bis:
- Não ensaiamos nada. A gente está com o show no ponto e faremos apenas um ensaio geral na véspera (ontem) que também será filmado. Mas acho que o que entrará no DVD será do show com o público.
Antes de seguir para as habituais férias de verão em Salvador, Caetano também continua trabalhando com Moreno nas bases de um disco de Gal Costa - apenas com suas composições, a maioria inédita - e ainda tem mais shows pela frente, mas em dupla com Maria Gadú. Apenas os dois e seus violões no palco, passando por algumas cidades brasileiras. Ele assistiu às primeiras apresentações da jovem revelação, no extinto Cinematheque, e adorou de cara.
"O fato de a eleição ter ido para o segundo turno já significa muito, e de ter sido a Marina que fez a maior diferença faz com que isso signifique algo ainda melhor"
"O fato de a eleição ter ido para o segundo turno já significa muito, e de ter sido a Marina que fez a maior diferença faz com que isso signifique algo ainda melhor"
- Parecia um moleque, mas com peito, e com aquela coisa de tocar sentada numa banqueta com as pernas cruzadas. Tinham me dito que eu iria conhecer uma nova Cássia Eller, mas, musicalmente, ela tem mais de Marisa Monte - diz Caetano, que já se apresentara com Gadú numa festa fechada, quando fizeram três músicas juntos, e depois na premiação do Multishow, no fim de agosto, quando cantaram "Rapte-me, camaleoa". - Volta e meia, pessoas me param na rua para dizer que assistiram na TV e gostaram.
Um papo com Caetano não é completo sem uma passada pela política. Ainda mais após ter mergulhado fundo na campanha de Marina Silva. Como a candidata do PV, lê os quase 20% de votação como uma vitória.
- Claro que meu balanço é positivo, fiquei feliz. O fato de a eleição ter ido para o segundo turno já significa muito, e de ter sido a Marina que fez a maior diferença faz com que isso signifique algo ainda melhor. Existe uma exigência de dignidade e verdade no eleitor brasileiro que se manifestou na campanha para a lei da Ficha Limpa - diz Caetano, que também aplaude o que considera uma "resposta muito madura do eleitorado" a declarações do presidente na reta final da campanha. - Lula falou que a imprensa é golpista, um partido político. Como assim? Se a Dilma se eleger, a imprensa terá contribuído enormemente para que isso tenha acontecido, com a presença ao gosto de Lula e no ritmo que ele comandou da imagem dela na imprensa brasileira. Há dois anos ou mais que vem acontecendo isso. O pessoal que dirige os jornais, os editores sabiam que aquela exposição de Dilma, apesar de discutida nos textos, era uma campanha que a imprensa não estava se negando a fazer. E querer que a imprensa seja mais pró-governo e não seja crítica do governo, isso sim seria golpismo. A pior coisa que há é a imprensa toda a favor do poder estabelecido. Mesmo que haja distorções, veículos que sejam grosseiros ou errados, é sempre melhor que a imprensa seja crítica do poder estabelecido do que uma mera caixa de ressonância para os aplausos ao governo.
Por Antônio Carlos Miguel
Por Antônio Carlos Miguel
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Internéscio Silva
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05/10/2010
Banda mais antiga do Brasil
SOCIEDADE MUSICAL UNIÃO DOS ARTISTAS
COMPLETA 150 ANOS
Banda civil mais antiga em atividade no Brasil apresenta concerto de aniversário em Laguna dia 3 de maio
A Sociedade Musical União dos Artistas, na próxima segunda-feira (03.05), em Laguna, litoral Sul de Santa Catarina, completará 150 anos existência. Constituída durante a segunda fase do Império brasileiro, é a banda civil mais antiga em atividade no País. Para comemorar a data, mais de quarenta músicos apresentarão um concerto gratuito no dia do aniversário, às 20h30, no Centro Cultural Santo Antônio dos Anjos – na parte histórica da cidade que ficou conhecida dentro e fora do Brasil como a terra de Anita Garibaldi, a heroína dos dois mundos. Sob regência do maestro Gerson Barreto Júnior, à frente do grupo há dez anos, a banda interpretará um repertório com duração aproximada de sessenta minutos
PROGRAMA
1ª parte
“Dobrado Janjão”, de Joaquim Antônio Noegele
“Mambo 8”, de Perez Prado
“Love is All” (“Amor é Tudo”), de Malcoln Roberts. Arranjo: Cristóvão Bettoni
“Trem das Onze”, de Adoniran Barbosa. Arranjo: Adauto Camilo
“Pout-pourri Anos 60”. Arranjo: Ademir Zimmermann
“Pout-pourri Baião”, músicas de Luiz Gonzaga
2º parte
“Toureador” (ópera “Carmem”), de Georges Bizet. Arranjo: Toniolo
“Pout-pourri nº 1”, músicas de Roberto Carlos. Arranjo: Almir França
“Seleção Tim Maia”, com músicas de Tim Maia. Arranjo: Almir França
“Jazz Festival”. Arranjo: Almir França
“The Beatles in Concert”, com músicas de John Lennon e Paul McCartney. Arranjo: Willy Hautvast
“Pequena Serenata Noturna”, de Wolfgang Amadeus Mozart
“Parabéns a Você”, de Bertha Celeste Homem de Mello. Música: Mildred e Patricia Smith Hill
HISTÓRICO
A Sociedade Musical União dos Artistas foi fundada em 3 de maio de 1860, pelo maestro Luiz Augusto Werner, um grande apaixonado pela música. Com apenas sete meses, regida por Pedro Nolasco, a banda já participava de um espetáculo de gala que a sociedade lagunense promoveu no Teatro Sete de Setembro, em homenagem ao imperador dom Pedro II, pela passagem de seu aniversário, dia 2 de dezembro.
A vida desta corporação musical está intimamente ligada a tudo que diz respeito à comunidade de Laguna. Esteve presente em vários eventos marcantes, como no embarque de 21 voluntários lagunenses para a Guerra do Paraguai, em 25 de março de 1885; em quermesses para angariar fundos para a construção do Hospital Senhor Bom Jesus dos Passos e na reconstrução do Clube Congresso Lagunense.
Ao longo de sua história, apresentou-se em inúmeras procissões, missas, passeatas cívicas, grandes regatas, inaugurações, comícios, partidas de futebol, bailes de Carnaval, festas de sociedades recreativas, além de funerais de personalidades importantes na região. Participou do projeto Encontro das Nações, projeto Música na Praça, Encontro de Bandas, Festival de Bandas, Festa da Tainha, todos na capital do Estado, bem como do Encontro Interestadual de Bandas, em Erechim (RS).
Atualmente, a Sociedade é composta por 46 músicos e 15 aprendizes, que se esforçam para preservá-la, executando repertório eclético – do religioso ao popular. Presidida por Maurício José Espíndola há cerca de doze anos, sua sede está localizada na Rua Almirante Lamego, nº 5, centro de Laguna. Mais informações, com Maurício, pelos telefones (48) 3646-0923 e 9979-1652.
Assessoria de comunicação:
Marcos Reichardt Cardoso (SC 00461 JP)
(48) 9972-0991
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Internéscio Silva
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20:31
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04/10/2010
Loungelegends
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Paula Nadler
às
12:03
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