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10/11/2010

Maconha com crack



Uma nova droga está sendo vendida no Rio de Janeiro: é o zirrê, uma mistura de maconha e crack, também conhecida como mesclado ou craconha. A droga é mais comum entre freqüentadores da Praia de Ipanema e já ganhou comunidades em sites de relacionamento na Internet, nas quais os usuários compartilham os modos de preparo.

Segundo Maria Thereza Costa de Aquino, coordenadora do Nepad, o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Atenção ao Uso de Drogas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a droga já existe no Rio de Janeiro há mais ou menos um ano.

"Eles dizem que a maconha, sendo relaxante, aumenta o efeito do crack, mas isso não é verdade. O sistema nervoso central é tão bem organizado, que ele limita o efeito de qualquer droga que o desorganize imediatamente. Por isso que o efeito do crack dura apenas alguns segundos", esclareceu a coordenadora a Sidney Rezende em entrevista na rádio CBN.

"Quem estuda o cérebro sabe que ele é o que há de mais nobre no corpo humano, e as pessoas brincam com essa matéria nobre, fazendo com que as drogas cheguem até o cérebro. A maconha, com seus canabinóides, que são substâncias alucinógenas, e o crack, que detona o cérebro. Não estou falando isso porque eu acho, estou falando isso porque trato de pessoas assim", advertiu Maria Thereza.

O próprio consumidor pode preparar o zirrê, depois de comprar, separadamente, a maconha e o crack. Há especialistas que acreditam que o coquetel surgiu para suprir um vazio no mercado.

"Quando uma pessoa me diz que descobriu uma droga nova, só tenho a lamentar. O objetivo é de mercado, com certeza. O mercado da droga é consumista, capitalista, cada vez mais oferece novos produtos para atrair consumidores", disse Maria Thereza.

"Minha palavra não é nem religiosa, nem moral. Eu sou apenas uma médica e todos os dias atendo de dez a quinze pessoas com esse problema. Então, repito: estou falando o que eu sei, não o que eu acho", conclui a coordenadora do Nepad no programa CBN Rio.

07/11/2010

Racismo

É vergonhoso para a raça humana assistir uma onda de preconceitos, como a desencadeada pela estudante de Direito Mayara Petruso, via twitter, ao discriminar e ofender nordestinos irritada com a vitória de Dilma Rousseff na região. Pode até ser uma manifestação individual dissociada da maioria, mas é um comportamento que precisa ser rechaçado de cara.  Ruth de Aquino, da revista Época (data de capa, 8/11/2010) comenta: O que não falta hoje na rede (internet) é gente como a gente, intolerante e racista. “Além de perder seu estágio e ser processada pela OAB de Pernambuco, Mayara conseguiu outra façanha. Despertou uma onda de comentários de ódio e preconceito contra os paulistas”.  A colunista coloca o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no cenário, referindo-se à eleição presidencial. “Numa eleição em que o presidente Lula estimulou a rixa e a animosidade entre ricos e pobres, sul e norte, é normal que os ânimos continuem acirrados. Anormal é todo esse ódio e desprezo de uma estudante, e logo de Direito”.

NEONAZISTAS

A revista Carta Capital (data de capa, 10/11/2010) também trata do tema de Mayara Petruso. E, na internet, texto de Lucas Azevedo destaca que, no Rio Grande do Sul, skinheads ameaçam senador e ex-ministra negros em vídeo. “Durante uma ação da Polícia Civil gaúcha pelo combate a um grupo neonazista em Porto Alegre (RS), um vídeo chamou a atenção. Em meio a trechos de reportagens sobre a política de quotas nas universidades, cenas de violência entre agressores negros e vítimas brancas, a imagem do senador Paulo Paim (PT-RS) e da ex-ministra da Igualdade Racial Matilde Ribeiro”.

BALANÇO DE ÓDIO

Os grupos racistas gaúchos preocupam. “Em maio de 2005 doze neonazistas agrediram três jovens judeus num bairro boêmio de Porto Alegre durante a comemoração do fim do holocausto. Em setembro de 2007, após um Grenal (partida de futebol entre Grêmio e Internacional), um grupo de punks foi agredido na saída da partida. Um deles recebeu 11 facadas, mas sobreviveu. Já em junho de 2009, dois skinheads atacaram um casal de punks na saída de um supermercado, na região central da capital gaúcha. No mesmo ano, a polícia desmantelou cinco células neonazistas no Estado. Bombas que seriam utilizadas em sinagogas foram apreendidas”.

FABULAS

O noticiário de Época traz também a polêmica que envolve o escritor Monteiro Lobato (1882-1948). “Como qualquer fábula, as de Monteiro Lobato (1882-1948) apresentam seres encantados, bichos falantes e situações inverossímeis. Foram escritas para despertar na criança o gosto pela leitura e fecundar a imaginação. Desde a década de 1920, as histórias do criador do Sítio do Picapau Amarelo têm sido adotadas nas escolas públicas de todo o país”.

O Conselho Nacional de Educação (CNE) acolheu uma acusação de racismo contra uma dessas fábulas e pode bani-la das salas de aula por, de acordo com essa acusação, não “se coadunar com as políticas públicas para uma educação antirracista”.

Quem levantou a questão foi Antonio Gomes da Costa Neto, servidor da Secretaria de Educação do Distrito Federal e mestrando na Universidade de Brasília (UnB) na área de relações internacionais. Ele fez uma denúncia à Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial afirmando que o livro Caçadas de Pedrinho tem passagens que incitam o preconceito contra os negros.

O Ministério da Educação anunciou que vai pedir ao CNE que reveja o parecer. “Estão subestimando as crianças”, diz o psicanalista Mario Corso, autor de Fadas no divã. “Se ela se tornar mesmo racista, não será por causa da literatura, mas por causa dos pais ou do ambiente”.

FAMÍLIA HUMANA

A escritora Lya Luft condena, em Veja (data de capa, 10/11/2010), com o artigo “Crucificar Monteiro Lobato?”, condena “essa desculpa malévola de menções a racismo”. Escreve: “O politicamente correto pode ser perigoso e hipócrita. Os meus olhos azuis, como os de um dos meus filhos, e os olhos escuros dos outros dois, como os oblíquos dos japoneses, e os olhos pretos dos árabes, são todos da família humana, muito maior e mais importante do que suas divisões raciais”.

Carta Capital dedica sua capa, “O bode expiatório”, à onda de preconceito. “Estimulada por uma campanha raivosa, parte do eleitorado da oposição declara ódio aos nordestinos. A quem interessa dividir o Brasil?”.

02/11/2010

Morto a tiros após jogar ovo em Mercedes

Um rapaz de 17 anos foi morto a tiros neste domingo na cidade americana de Atlanta, após ter jogado um ovo contra um veículo Mercedes na noite de Halloween. O motorista do carro, enfurecido, disparou dez tiros contra Tivarus King quando ele tentava fugir, informaram as autoridades. 

O incidente aconteceu por volta das 20h deste domingo, segundo a porta-voz da polícia de Atlanta Kim Jones. Um tiro atingiu o pescoço e outro, a perna do garoto. King morreu a caminho do hospital. Agentes enviados ao local do crime, no nordeste de Atlanta, avistaram um carro que se assemelhava à descrição, e detiveram o motorista. Mas o porta-voz da polícia de Atlanta Curtis Davenport disse que a pessoa foi presa por infrações de trânsito, e não ligadas ao tiroteio. 

Ele disse que a polícia está investigando o caso e buscando suspeitos.

"Pegadinha" de Halloween

Um adolescente de 16 anos achou que estava em uma "pegadinha" de Halloween ao encontrar os corpos de seu irmão, mão e padrasto na casa da família no noroeste de Ohio, disseram autoridades nesta segunda-feira.
Seu meio-irmão foi detido pelos assassinatos. Ele tem histórico de problemas de saúde mental, segundo as autoridades. 

Devon Griffin tinha passado a noite fora, e voltou para casa no domingo à noite para trocar de roupa antes de ir à missa, segundo as autoridades. Após voltar da igreja, ele achou os corpos de seu irmão, Derek Griffin, 23; da mãe deles, Susan Liske; e do marido dela, William Liske. O adolescente contou às autoridades que parecia uma "pegadinha" do Halloween, disse o xerife de Ottawa, Bob Bratton. Ao descobrir que o assunto era sério, ele saiu correndo e chamou uma tia, que ligou para a polícia. 

"Meu sobrinho veio para casa e havia sangue por todos os lados", contou a tia à polícia. 

Bratton disse que Liske e Derek Griffin sofreram trauma sério na cabeça. Não ficou claro se a arma do crime foi um revólver ou um objeto rígido, disse o xerife. As autópsias estão sendo feitas. O filho de 24 anos de William Liske, chamado William Liske Jr., foi preso no domingo à noite em uma casa da família perto de Scio, a cerca de 270 km de distância. Ele deve comparecer à corte esta semana.O jornal "Blade", em Toledo, informou que em 2004 o jovem Liske foi acusado de agressão e roubo após supostamente ter atingido sua madrasta com uma xícara de café e pegar as chaves do carro dela. A defesa alegou que ele era inocente e tinha problemas mentais. As acusações foram suspensas posteriormente.

Gays assumidos nas Forças Armadas

Uma corte federal de apelação decidiu nesta segunda-feira que o serviço militar dos Estados Unidos pode manter a proibição de gays assumidos em seus quadros por tempo indefinido, enquanto o processo tramita na Justiça. No dia 20 de outubro, a mesma corte já tinha determinado manter a proibição em vigor "temporariamente". 

A política conhecida como "Don't Ask, Don't Tell" ["Não pergunte, não conte", em tradução livre], em vigor há 17 anos, determina que as Forças Armadas não devem perguntar aos militares sobre sua orientação sexual, e os militares não devem divulgá-la. Leia mais.

Fritzl diz que sonha com a liberdade

Josef Fritzl, o austríaco que manteve sua filha por 24 anos presa em isolamento e teve sete filhos com ela, disse no que seria sua primeira entrevista desde que foi preso que sonha com a liberdade e que quer, no futuro, cuidar de sua mulher, Rosemarie. Fritzl, de 75 anos de idade, foi preso em 2008 e condenado a prisão perpétua pelo cativeiro da filha.

Falando ao jornal alemão Bild, o austríaco disse que já escreveu oito vezes sem resposta à mulher e que, apesar disso, tem certeza de que ela ainda o ama. "Gostaria de, algum dia, cuidar de minha esposa porque ela sempre foi fiel a mim", disse ele, que está preso no presídio de segurança máxima de Stein, a 50 km de Viena.

COMÉDIA
 
O austríaco responsabiliza as autoridades pelo fato de nem a esposa, de 55 anos de idade, nem qualquer de seus 13 filhos tê-lo visitado na cadeia. Na entrevista, ele ainda descreve detalhes de sua rotina, como suas plantações de tomates e pimentões e o hábito de assistir programas de comédia na TV.

Fritzl pode pedir liberdade condicional após 15 anos de detenção, desde que especialistas em psiquiatria o aprovem para o convívio social. Após o julgamento, em março de 2009, seu advogado declarou que Fritzl esperava ficar preso pelo resto da vida.

Ele foi condenado por estupro, incesto, escravidão e assassinato (de um dos sete filhos que teve com a filha).
A entrevista sugere que Fritzl esteja sendo mantido em separado dos outros presos por causa da natureza dos crimes. Ele é vigiado constantemente por dois guardas, para sua própria proteção.

24/10/2010

Tiririca para presidente


O promotor Maurício Lopes finalmente conseguiu o endosso da Justiça paulista para proteger a imagem da Casa do Espanto: o humorista Tiririca, deputado federal eleito pelo PR de São Paulo, só poderá instalar-se num gabinete da Câmara se provar que não é analfabeto. Num dia qualquer de novembro, diante do juiz, do promotor e do seu advogado, Tiririca terá de escrever um ditado e ler em voz alta um trecho da Constituição. Se não fizer bonito no teste de escrita e leitura, mais de 1,3 milhão de eleitores ficarão sem representante no Congresso.

A exigência confirma que o País do Futebol valoriza o secundário tão aplicadamente quanto ignora o essencial. Se as arquibancadas do Maracanã descobrirem que o juiz é ladrão, será imediatamente instituída e aplicada a pena de morte na forca. Mas Erenice Guerra continua frequentando sem sobressaltos o supermercado da esquina. Se a camisa 10 da Seleção for entregue a um jogador bisonho, não escaparão do linchamento o técnico do time, o presidente da CBF e o escalado. Mas Lula pode contar com o apoio de milhões de brasileiros para entregar a Dilma Rousseff a faixa presidencial.

Incoerente vocacional, o país que acha muito justo o vestibular imposto a Tiririca é governado há oito anos por um sessentão que jamais leu um livro, não sabe escrever, orgulha-se da formação indigente, recusa-se a estudar e zomba de quem possui diplomas de cursos estrangeiros. O humorista inofensivo está na mira da Justiça eleitoral por ser suspeito do que o presidente sabidamente é. O suposto analfabetismo de Tiririca tem animado milhares de conversas de botequim — sem que o dono ache necessário avisar a Polícia Federal. A comprovada ignorância de Lula não deve ser comentada sequer aos sussurros.

É coisa de preconceituoso, reagem as Marilenas Chauís. Um enviado da Divina Providência já nasce professor de tudo mesmo que seja um analfabeto funcional juramentado, ensinam os Antonios Cândidos. Como o Mestre é inimputável, todos fingem ignorar o que sabe até o neurônio solitário de Dilma Rousseff: submetido ao mesmo exame de leitura e escrita, avaliado por educadores honestos, o animador de comício estaria condenado ao naufrágio.

Os dois únicos manuscritos produzidos nos últimos 20 anos informam que o maior governante desde as caravelas não sobreviveria ao teste do ditado. O que Lula tem feito durante a campanha eleitoral confirma que nunca leu sequer uma linha da Constituição. Tiririca teria chances maiores sobretudo na prova oral. Além da selva de expressões em juridiquês castiço, Lula enfrentaria a selva de algarismos romanos plantados à frente dos incisos. Provavelmente enxergaria no VI, por exemplo, um derivado do verbo ver.

O erro de Tiririca foi disputar um lugar no Congresso. Se fosse eleito presidente da República, bastaria invocar o precedente de Lula para poupar-se de incômodos. Neste outubro, liberado de exames em tribunais, estaria preparando a festa do dia da posse. Ou, quem sabe, escrevendo o prefácio do próximo livro do companheiro Aloísio Mercadante.

22/10/2010

Brasil é o 2º no ranking mundial de furtos em lojas


O Brasil ocupa, ao lado do Marrocos, o segundo posto no ranking dos países onde há mais prejuízos causados por furtos em lojas, segundo um estudo de uma organização britânica especializada em vendas no varejo.

Intitulado Barômetro Global de Furtos no Varejo, a pesquisa calcula que entre julho de 2009 e junho deste ano os lojistas brasileiros perderam R$ 3,9 bilhões em furtos e erros administrativos.

O valor representa 1,64% do total das vendas no período e, proporcionalmente, só é inferior ao da Índia (2,72%). Participaram do levantamento no Brasil 37 redes varejistas de variados setores, com 29.132 lojas espalhadas pelo país.

Aumento nos prejuízos
Do total dos prejuízos registrados por lojistas brasileiros, 32,8% foram atribuídos a furtos por clientes, 43,4%, a furtos por funcionários e 7,6%, a fraudes envolvendo fornecedores e vendedores. Outros 16,2% foram creditados a outros tipos de erros.

O Brasil foi o único entre os 40 países pesquisados a ter registrado aumento nos prejuízos, ainda que o crescimento tenha sido de apenas 0,02 ponto percentual em relação a 2009.

Em entrevista à BBC Brasil, Joshua Bamfield, diretor do Centro de Pesquisas do Varejo (órgão que conduziu o estudo), diz que não se pode creditar a piora do índice brasileiro somente à criminalidade. "Os lojistas têm trabalhado duro em identificar perdas, então parte desse aumento pode ser atribuído a uma maior precisão nos dados."
América Latina
Além do Brasil, participaram do estudo outros dois países latino-americanos: o México, 5º colocado da lista, com perdas causadas por furtos equivalentes a 1,61% das vendas, e a Argentina, em 11º lugar, com 1,48%.

No ranking geral, Índia, Brasil e Marrocos são seguidos por África do Sul, Rússia, México, Tailândia, Malásia e Turquia.

No outro extremo da tabela, figuram entre os países com menores perdas causadas por furtos Taiwan (0,87%), Hong Kong (0,91%) e Áustria (0,97%).

Os Estados Unidos (10º lugar e 1,5%), o Canadá (12º e 1,42%) e a Austrália (15º e 1,32%) foram os países desenvolvidos que tiveram pior desempenho.

Melhora em relação a 2009
O estudo calcula em R$ 182 bilhões o total de perdas causadas por furtos em 2010 no mundo todo, o equivalente a 1,36% do valor das vendas. O índice é 5,6% menor do que o registrado em 2009, resultado creditado à melhor situação da economia mundial e ao aumento de 9,3% nos investimentos em segurança, que custaram R$ 45,4 bilhões aos cofres das lojas em 2010.

As maiores reduções em furtos ocorreram na Índia (15,1%) e nos países da América do Norte (6,9%, em média).

Os setores que mais registraram ocorrências foram os de peças de carros e materiais de construção (1,81%); roupas e acessórios (1,72%); e cosméticos (1,7%).

Já os menos afetados foram os de bebidas alcoólicas (0,72%); calçados e artigos esportivos (0,76%); eletrônicos e computadores (0,87%).

Lâminas de barbear
As lojas relataram ter detido 6,2 milhões de ladrões em 2010, dos quais 800 mil eram seus próprios funcionários. Os lojistas que mais apreenderam criminosos foram os europeus (3,4 milhões), seguidos pelos norte-americanos (2,5 milhões).

Em média, cada furto por cliente gerou prejuízo de R$ 330; já os furtos de funcionários custaram R$ 3,29 mil cada.

Entre os itens mais furtados destacaram-se lâminas e cremes de barbear, smartphones, perfumes, bebidas, carne fresca, escovas de dente elétricas, café, DVDs, jogos eletrônicos, bolsas, tênis, óculos escuros e relógios.

20/10/2010

EUA vai aceitar gays nas Forças Armadas


O governo dos EUA confirmou nesta terça-feira (19) ter orientado as autoridades militares para aceitarem inscrição de recrutas abertamente homossexuais, após uma decisão judicial que declarou inconstitucional a política vigente sobre a questão nas Forças Armadas. “Recrutadores foram orientados e vão admitir inscrições para candidatos que admitirem abertamente que são gay ou lésbica”, afirmou hoje Cynthia Smith, uma porta-voz do Pentágono.

O anúncio chega após uma decisão da juíza Virginia Phillips, que declarou inconstitucional a política do “don´t ask, don´t tell”, segundo a qual os militares gays eram orientados a omitir sua orientação sexual. Phillips também ordenou que a atual prática fosse interrompida. O Departamento de Estado afirmou que, em cumprimento da decisão judicial, os processos de expulsão relacionados ao tema seriam congelados.

A lei que determinou a prática do “don´t ask, don´t tell” -- ou seja, não pergunte e não conte -- entrou em vigor em 1993, após as tentativas frustradas do presidente democrata Bill Clinton em admitir militares abertamente gays. Republicanos e altas figuras militares foram contra o projeto de Clinton, argumentando que a presença sabida de gays diminuiria a moral e a coesão das tropas.

16/10/2010

Coaching



Coaching (Coach, língua inglesa; coche Francês, kutche Alemão, kocsi Húngaro), Kócs é uma cidade húngara onde a palavra foi utilizada pela primeira vez para designar "carruagem de quatro rodas". Gíria de origem universitária norte-americana para designar "tutor particular" que prepara o aluno para um exame de uma determinada matéria. Instrutor ou treinador de atletas, atores ou cantores.

Coaching é um processo, com início, meio e fim, definido em comum acordo entre o coach (profissional) e o coachee (cliente) de acordo com a meta desejada pelo cliente, onde o coach apoia o cliente na busca de realizar metas de curto, médio e longo prazo, através da identificação e uso das próprias competências desenvolvidas, como também do reconhecimento e superação de suas fragilidades.

O coach (treinador, numa tradução à letra) atua encorajando e/ou motivando o seu cliente, procurando transmitir-lhe capacidades ou técnicas que melhorem as suas capacidades profissionais ou pessoais, visando a satisfação de objectivos definidos por ambos, considerando idéias como a de que o simples fato de compartilhar pensamentos/idéias que estão soltos e poder organizá-los, transformando em uma meta desafiante com um Plano de Ações pode levar a concretizar antigos sonhos.


Como funciona

O trabalho inicia-se normalmente pela definição dos objetivos visados pelo cliente, que podem abranger áreas tão diversas como a gestão do tempo, o relacionamento interpessoal, o trabalho em equipe, a motivação de equipes e outras. As questões ou temas podem ser de origem pessoal ou profissional, carreira, esportes, equipe, enfim, que contribuam para o desenvolvimento de um ou mais clientes.

Definida a meta, antes do Plano de Ações é feita uma análise do que contribui ou impede o alcance da meta, seja por parte do cliente e/ou do cenário em que está inserido. Nesta fase valores e crenças são confrontados com a meta e se há congruência entre eles. O "coach" avalia as forças e fraquezas do seu cliente face aos objectivos visados e ao meio em que este actua, e define um plano que permita alcançar os resultados desejados. Com estas informações, se facilita a definição das fases do Plano de ações, com evidências claras de atingimento, prazo determinado, recursos necessários e o comprometimento do próprio cliente, frente ao desafio factível.

A duração do processo é em geral de 3 a 4 meses, dependendo do caso e da resposta de cada indivíduo, podem atingir resultados significativos através de sessões de uma hora, que podem ser presenciais ou não, depende da disponibilidade do cliente e a técnica utilizada pelo coach. Há co-responsabilidade no processo de coaching, enquanto o resultado é de responsabilidade do cliente. Os resultados são percebidos pelo próprio cliente, como também por pessoas que fazem parte do círculo de convivência.

É uma abordagem de desenvolvimento humano e profissional que tem como objetivo auxiliar profissionais de qualquer área de atuação a maximizar seus resultados com base na otimização de seus próprios recursos técnicos e emocionais.

Com base no desenvolvimento de competências técnicas e emocionais, o coach atua como um "olho externo" para seu cliente. Apoiando-o em seu autoconhecimento através de um ângulo novo de visão.

O coaching pode funcionar como uma forma de estímulo e acompanhamento a longo prazo adaptada às necessidades de desenvolvimento pessoal. Acompanhamento profissional de pessoas em diferente profissões e contextos. Contribuição para a configuração de sistemas de trabalho e de instrução.

Contribuição para a estabilização e o desenvolvimento contínuo do procedimento profissional. Fomento para a motivação, o rendimento, a capacidade de comunicação e o sucesso, aproveitando as capacidades e os conhecimentos comuns do coach e do cliente.

Medida inovadora do desenvolvimento de recursos humanos e instrumento para desenvolver a capacidade de aprendizagem de uma empresa.

Os diferentes tipos de coaching

Coaching Executivo

Visa a capacitar executivos na sua performance e excelência pessoal e nos negócios. Assiste o executivo na identificação de metas, valores, missão e propósito da empresa no mercado. Também trabalha a clareza da sua missão pessoal e empresarial, objetivando o equilíbrio dos propósitos da empresa, de suas necessidades humanas e dos diferentes papeis vividos na empresa, na família e na sociedade.

Coaching Pessoal ou Coaching de Vida (Life Coaching)

Objetiva a capacitação das pessoas na sua auto-realização, pelo alcance de suas metas, alinhando-as para uma vida equilibrada com seus valores, missão e propósito de vida. A meta a ser trabalhada pode estar em qualquer área da vida da pessoa, como saúde, relacionamentos, espiritualidade, finanças, carreira, administração do tempo, família, etc. O coach vai apoiar o coachee (cliente) na definição da meta, na estratégia para alcançar os resultados almejados e também na superação dos desafios que aparecerem ao longo do caminho. Durante o processo de coaching, o foco é no presente e no futuro, e o coach trabalhará para manter o coachee em ação para que, ao final, ele realize o que se propôs. Atualmente existem vários nichos de coaching pessoal, entre eles: Coaching de Casamento (ou de noivas), Coaching para Emagrecimento, Coaching para Jovens, Coaching Financeiro, e afins.

Coaching de Performance

O Coaching de Performance - ou Coaching do Desempenho - tem o objetivo de destravar as habilidades naturais dos profissionais. É um processo em que uma pessoa ajuda a outra a desempenhar, a aprender e a atingir objetivos e metas pelo auto-conhecimento e conscientização sobre a própria responsabilidade no crescimento profissional.

O Coaching de Performance atinge seus objetivos ao identificar os bloqueios internos e ao removê-los para a obtenção de resultados. É descobrir a perspectiva e as necessidades da equipe pelo questionamento profundo em que ELES identifiquem e removam obstáculos de desempenho.

O Coaching de Performance é a atitude mais importante do gestor para aumentar a produtividade e atingir metas pois é implementar a estratégia: missão, visão, valores, metas, produtos e pessoas.

O Coaching de Performance é uma metodologia com resultados tangíveis e mensuráveis, e normalmente implementado em equipes de vendas e serviços. O Retorno sobre o Investimento (ROI) de um projeto desses reflete no desempenho no curto prazo, normalmente em 3 ou 6 meses.


Ver também

08/10/2010

Escultura roubada em Bonsucesso

Uma escultura de 1,80 m e 250 kg desapareceu de uma praça em Bonsucesso (zona norte do Rio). O sumiço foi constatado nesta sexta-feira pela prefeitura, que registrou o caso na polícia. 

A escultura chama Mulher da Luz e foi produzida em 1908 pela Companhia Nacional de Fundição para a exposição nacional daquele ano. Inicialmente foi instalada na praia Vermelha, mas desde 1936 estava na praça das Nações, em Bonsucesso. 

A estátua é feita em ferro fundido e, com o braço direito, sustentava um globo luminoso que compunha o chafariz da praça.

Privacidade é tudo

06/10/2010

Goleiro Bruno vai processar o Flamengo

Em entrevista a ÉPOCA, Ércio Quaresma afirma que está preparando uma ação por danos trabalhistas, morais e materiais.

Ércio Quaresma é o advogado do goleiro Bruno, principal acusado da morte e do desaparecimento do corpo de Eliza Samúdio, sua ex-amante. O advogado recebeu, nos últimos dias, diversas acusações da família do goleiro. A avó, Estela Santana, 78 anos, disse que o advogado ameaçou a família de morte, caso o goleiro resolvesse mudar de advogado. “Ele só está interessado no dinheiro de Bruno e quer vender o sítio dele de qualquer jeito”, diz. Ela ainda o acusou de ficar com todo o dinheiro de Bruno e só ter repassado R$ 1 mil a ela.

O advogado se defendeu, em entrevista, nesta quinta-feira (7), a ÉPOCA. “Eu tenho uma procuração do Bruno para administrar todos os bens dele e ele determinou que eu desse isso a ela.” As acusações da avó do goleiro não terminam aí. “Ele está dopando o meu neto para que ele passe mal nas audiências. Ele já fez isso no Rio”, disse Dona Estela, que enxerga conflito entre a estratégia de defesa de Ércio e a opinião da família. “Ele quer que Bruno minta. Nós só queremos a verdade.”

Ex-policial civil, Ércio é conhecido por seu temperamento explosivo. Em 2003, foi condenado a pagar R$ 20 mil de indenização ao juiz Sérgio Xavier por ofensa a honra. No ano passado, chegou a ser preso com três pedras de crack na boca. “Fiquei preso cinco minutos. Nunca ouvi falar que alguém come pedra”, debocha. Ele diz que Dona Estela está sendo manipulada. “Muitas pessoas estão fazendo a cabeça dela contra mim. Se ela acha R$ 1 mil pouco, está no seu direito. É o que o Bruno manda dar”, diz.

Ele deu a ÉPOCA sua versão dos fatos e revelou a fortuna que está cobrando do seu cliente. Deu a entender que o valor acertado com Bruno para a defesa do atleta ultrapassa R$ 10 milhões. “Já recebi R$ 215 mil. Isso não é 2% do que vou cobrar dele.” O advogado já prepara uma ação contra o Flamengo exigindo R$ 50 milhões por danos trabalhistas, morais e materiais. Com um estilo no mínimo exótico, ele já apelidou todos os envolvidos no caso. O delegado Edson Moreira, por exemplo, é o Neanderthal. Patrícia Amorim, Patrícia Tamborim, e a delegada Alessandra Wilke, a paquita. Na entrevista, ele faz várias acusações ao delegado Edson Moreira.

Leia a entrevista na íntegra.

05/10/2010

A nudez é linda

Revolta dos urubus na Bienal de São Paulo

Mais de 40 ativistas reuniram-se no dia 02 de outubro de 2010 para protestar o confinamento de três urubus que “compõe” a “obra-de-arte” do pseudo-artista Nuno Ramos, acometido por tamanha falta de criatividade ao ter que recorrer a animais para ilustrar as suas obras que a sua presença na Bienal chega a ser uma ofensa aos artistas brasileiros. Prova disso é a adesão maciça do público presente na Bienal, que não hesita em aderir aos ativistas, aplaudindo e assoviando em sinal de apoio à campanha pela libertação das aves.

Usando correntes e algemas (que, aliás, não foram detectadas pelo sistema de segurança com revista de bolsas e detectores de metal que a Bienal ostenta, mas sem sucesso), dois ativistas da ONG VEDDAS prenderam-se a uma estrutura adjacente à instalação onde os urubus estão confinados e aproveitaram a companhia dos outros ativistas presentes, vindos de várias frentes do movimento, para informar o público visitante sobre os crimes que estavam testemunhando, enfatizando que não se tratava de mera polêmica ou uma simples crítica à obra, mas do testemunhar de um crime ambiental que é muito bem definido pela legislação brasileira.

A exposição foi inaugurada há uma semana (em 25/09/2010) e mesmo antes da data a Fundação Bienal foi alertada pelos ativistas sobre os crimes nos quais incorreria caso permitisse a exposição dessa suposta obra-de-arte, mas optou por ignorar aos avisos. Cinco dias após a inauguração, veterinários do IBAMA estiveram no local e decidiram pelo cancelamento da licença de exibição das aves, determinado que sejam devolvidas ao seu local de origem em Sergipe no prazo de cinco dias (06 de outubro). O parecer dos veterinários do IBAMA foi baseado em maus-tratos, notando que as aves não dispõem de um ambiente adequado, e de fato qualuqer um pode constatar que o local é desprovido do contato com a luz solar, não oferece poleiros para as aves se agarrarem, e ficam sujeitas ao ruído constante que sai das caixas de som instaladas nas três torres onde repousam precariamente, isso sem contar o contato constante com o público e o espaço limitadíssimo que não permite a esse magníficos animais voar por mais que 10 segundos. O “artista” já explorou as mesmas aves em uma exposição em Brasília e pretende (ou pretendia) confiná-las no prédio da Bienal até dezembro.

Ainda que as aves estivessem sendo “bem-tratadas”, isso não justificaria o seu uso, já que, se pudessem escolher, certamente escolheriam estar em seu habitat natural e não sujeitando-se aos delírios de uma mente tacanha e desprovida de criatividade. Mas para essa campanha os ativistas pelos direitos animais não precisam recorrer à argumentação filosófica, pois é no campo jurídico que o município de São Paulo dispõe de uma lei que proíbe a exibição de animais em circos e congêneres. Há ainda uma a Lei Federal 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais), que em seu artigo 32 considera crime praticar atos de abuso ou maus-tratos a animais. Usando como ferramenta a constatação dos veterinários do IBAMA, os ativistas pelos direitos animais tiveram reforçada a sua tese de maus-tratos e entrarão com uma ação contra a Fundação Bienal e o infeliz artista, que responderão por crime ambiental que prevê de três meses a um ano de detenção. A Fundação Bienal responde ainda pela agressão dos ativistas que foram agredidos pela sua equipe de segurança sem provocação, com registros em vídeo que mostram os detalhes.

Tamanho é o constrangimento da Fundação Bienal que os seguranças CENSURARAM uma ativista que aceitou o convite de uma das obras que chama o público para usar o microfone e dizer o que bem entender (proposta essa que está bastante clara na entrada da instalação). Ao dar início à leitura solitária de um texto em repúdio à infeliz obra do “artista” especista, seis seguranças se reuniram em torno dela, arrancando os cabos do microfone e tirando o microfone do seu alcance, em um ato claro de censura e repreensão que só serviu para reforçar o coro entoado pelos ativistas durante as quatro incansáveis horas em que, acompanhando os ativistas que estavam algemados à estrutura do prédio, gritavam: “Bienal, que vergonha!”.

Fonte: VEDDAS – Vegetarianismo Ético, Defesa dos Direitos Animais e Sociedade

DESONESTIDADE INTELECTUAL

A praga dos googlectuais e wikieruditos
Por Luciano Martins Costa
A mídia anda infestada de uma praga, gerada e disseminada na internet, aparentemente imune aos defensivos tradicionais. São parasitas oportunistas que grudam na casca dos órgãos de imprensa, se alimentam do noticiário e inoculam na opinião pública interpretações de encomenda, invariavelmente calcadas na matriz ideológica que define o núcleo editorial da mídia a que se incorporam. Sua forma mais comum de apresentação é o blog, mas também encarnam em colunas e artigos e, eventualmente, se combinam entre essas variadas formas e a correspondência por e-mail ou através dos comentários ao pé de conteúdos jornalísticos.

Essencialmente, esses parasitas podem ser classificados em duas cepas: a mais comum, dos googlectuais, e outra de incidência mais rara, a dos wikieruditos, que mesclam sua atuação na imprensa com incursões no universo acadêmico. Ambos os grupos podem ser identificados pela emissão constante de sinais exteriores de conhecimento, mas a qualidade que melhor os caracteriza é o senso de oportunidade, sempre manifestado no estilo agressivo das patologias que afetam os organismos vulneráveis.

Nossa jovem democracia é um desses ambientes vulneráveis, onde a ética – que tem no sistema imunológico sua melhor metáfora – não encontra nas instituições públicas e nas entidades privadas de interesse público, como a imprensa, suas melhores referências. Esses parasitas atuam no organismo social sempre no limite da responsabilidade. Nesse sentido, pode-se até dizer que têm uma faceta benigna, por constituirem uma espécie de prova de resistência das defesas democráticas.

Entre as duas cepas, a dos wikieruditos é a menos agressiva. Costuma se instalar nas bancas de pós-graduação de algumas faculdades, no corpo das teses e em suas avaliações, é encontrada com freqüência em publicações acadêmicas e prolifera na rede de computadores. Seu efeito mais maléfico é agregar ao agente transmissor valores que ele de fato não possui, o que pode no máximo influenciar carreiras e distorcer o resultado de concursos públicos. Produz um brilhareco de erudição que se extingue com uma leitura mais acurada de seu produto.

Falso brilho
A outra espécie, a dos googlectuais, é mais danosa para a democracia e para a boa educação da sociedade, porque costuma parasitar a imprensa, apropriando-se de sua credibilidade para catalizar opiniões e influenciar os debates públicos. Sua prática mais comum é bombardear os blogs com artigos e comentários recheados de citações pseudoeruditas e invariavelmente agressivas contra aqueles que expõem opiniões divergentes às da matriz ideológica predominante na chamada grande mídia.

Os googlectuais não se entregam aos debates pelo prazer de esgrimir idéias. Eles atuam no sentido de arregimentar correligionários para seu viés, pela desqualificação agressiva do oponente. Exibem o falso brilho de uma erudição fast food construída ao instante, em consultas rápidas ao Google. Têm como ídolo e modelo o falecido colunista Paulo Francis, o que não representa necessariamente uma homenagem a ele. Francis, ao contrário desses imitadores, era um leitor voraz de livros de verdade.

A lendária agressividade verbal de Francis se reproduz no universo dos googlectuais como o gesto humano entre os símios. Sem o estofo que seu ídolo construiu em uma vida inteira de estudos e produção intelectual, eles se resumem à realimentação contínua das controvérsias, das quais nunca brota uma idéia conclusiva, porque seu único objetivo é a controvérsia em si, não o conteúdo. A qualquer ameaça de esfacelamento de suas teses, sempre no extremo do conservadorismo e da resignação ao status quo, agitam a "ola" de ruidosos correligionários, cujos comentários são reproduzidos como referendo às idéias que não encontraram epílogo em si mesmas.

Também existem os googlectuais de "esquerda", reconhecíveis pela linguagem viciada e por certo messianismo na repetição de mantras libertários. Igualmente autoritários, estes, porém, têm o discurso diluído no infinito horizonte do inconformismo sem esperança de conciliação com a realidade. Em um e outro lado desse impossível dueto de surdos, pontificam afirmações de uma auto-suficiência intelectual que é freqüentemente uma ficção. A mais comum delas, que segue sempre uma citação, é a afirmação: "lido e catalogado’, como se bastasse ao autor afirmar que leu tal obra citada para que o leitor o considere intelectualmente qualificado.

Em geral, é mentira. A citação pode ser facilmente rastreada no Google, como fazem os professores ao verificarem a autenticidade dos trabalhos de seus orientandos, e as pistas estão sempre no próprio texto que o autor pretende referendar. A rigor, trata-se apenas da velha e conhecida desonestidade intelectual, agora potencializada pelos recursos da web 2.0 e temperada por algum talento performático. Pura micagem, destinada ao efêmero da memória randômica.